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Palestinian Grassroots Anti-apartheid Wall Campaign

Não ao protocolo de cooperação "Aliança Israel - Santo André"

ISRAEL USA TECNOLOGIA PARA MATAR CIVIS PALESTINOS: NÃO QUEREMOS A INDÚSTRIA DA MORTE EM SANTO ANDRÉ
 

A origem do conflito: sionismo e colonialismo na Palestina

Entre 1897 e 1947 foi criado um movimento colonialista e racista chamado “sionismo”, que queria expulsar os árabes da Palestina para criar o “lar nacional para os judeus”. Esse movimento conservador e antidemocrático usou da religião para manipular/enganar os judeus da Europa, dizendo que a solução para a perseguição e discriminação que viviam era sair de lá e ocupar as terras da Palestina. Infelizmente parte da comunidade judaica, cansada das humilhações, deu apoio a essa ideia. Entre 1933 e 1945, durante o nazismo na Alemanha, milhares de judeus foram assassinados. Os sionistas, que já tinham feito acordos com os nazistas em 1934, se aproveitaram dessa situação de comoção internacional para fortalecer a ideia de construir um Estado Judeu na Palestina. Os EUA levou para a ONU a proposta de divisão da Palestina em dois Estados, um Árabe-Palestino e outro Judeu. Essa proposta foi aprovada sem a consulta dos habitantes da Palestina e com o voto contrário dos países vizinhos (Síria, Líbano, Jordânia, Egito). Em 29/11/47, quando foi em votação na ONU, existiam Palestinos muçulmanos (que eram a maioria da população), Palestinos judeus e Palestinos cristãos. Viveram em paz e em igualdade de direitos por séculos, mas o movimento sionista levou o ódio e a discórdia para a Terra Santa.

A criação do Estado de Israel: uma violação do direito internacional, causa de muitas guerras, massacres e genocídios na Palestina e Oriente Médio

 

A criação do Estado de Israel é uma violação ao direito internacional e ao princípio de soberania e autodeterminação nacional presentes na carta de fundação da ONU. Foi uma ação ilegal a serviço dos interesses dos EUA, Inglaterra e França, grandes defensores e cúmplices de Israel. Criado numa guerra de dominação colonial em 1948/1949, a criação desse Estado levou a expulsão de 850 mil palestinos de suas vilas e aldeias, nos dois primeiros anos de sua existência. Criou-se assim o problema dos refugiados palestinos, que hoje já somam 5 milhões de pessoas em todo o mundo.

 

Estado de Israel: campeão mundial de violações dos direitos humanos e de desrespeito às resoluções da ONU

 

Todos os governos israelenses, desde sua criação, foram denunciados por organizações de direitos humanos. Os governos de Israel praticam o genocídio e a limpeza étnica contra o povo palestino, perseguem judeus e cristãos que são contra o colonialismo israelense, já mataram milhares de palestinos, libaneses e cidadãos de outras nacionalidades em operações de guerra aberta ou secretas.

 

Israel já desrespeitou mais de 65 Resoluções da ONU, não respeitam nem mesmo a resolução 181, de 29/11/47, que foi a Partilha da Palestina pela ONU, que devia criar dois Estados. Israel não apoia nem a solução de dois Estados, feita pela ONU. Israel impede a criação do Estado da Palestina. Israel impede o direito de retorno dos refugiados palestinos, conforme resolução 194 da ONU. Israel ocupou militarmente Jerusalém em junho de 1967, e segue dominando ilegalmente esta cidade, desrespeitando resoluções da ONU que afirmam que Jerusalém Oriental é a capital do Estado da Palestina. As forças armadas de Israel são campeãs em violações dos direitos humanos.

 

Julho/agosto de 2014: Israel matou 3 mil civis palestinos em Gaza, sendo 900 crianças

 

Como pode a Prefeitura Municipal de Santo André fazer um acordo com empresas israelenses que sustentam um governo autoritário, antidemocrático e racista, que quer “judaicizar” toda a Terra Santa, que é um patrimônio histórico-cultural de todos os povos e religiões. O mundo inteiro assistiu a Marinha israelense bombardear famílias que brincavam na praia de Gaza. O exército israelense destruiu casas, prédios e bairros residenciais, destruiu hospitais e escolas (até escolas da ONU). A própria presidenta Dilma se referiu ao ataque israelense como um “massacre”, com “uso desproporcional da força”, e o prefeito Carlos Grana e seu Secretário de Relações Institucionais Tiago Nogueira vem agora querendo trazer essas indústrias da morte para o ABC? Enquanto movimentos sociais, centrais sindicais e partidos políticos brasileiros se manifestam contra os acordos com Israel e suas empresas, a PMSA vai em outra direção. Depois do genocídio em Gaza, onde famílias inteiras foram dizimadas pelas bombas de Israel, vemos em Santo André essa mobilização do lobby sionista-israelense.

 

Por quê Grana e Tiago Nogueira querem o dinheiro das indústrias da morte israelenses?

 

Quais são os interesses e compromissos por trás desse acordo? Não podemos aceitar tecnologia e dinheiro de empresas que contribuem para fortalecer a ocupação israelense e o regime de apartheid. Israel faz hoje o mesmo que o regime racista da África do Sul nos anos 70/80. Israel era o principal parceiro econômico da África do Sul racista. Hoje faz o mesmo contra os Palestinos. O mundo inteiro sabe disso, menos o prefeito e seu secretário. Por quê Tiago Nogueira se recusou a transformar Ramallah (Palestina) em cidade irmã de Santo André e agora faz o jogo do capital sionista-israelense?

 

Governo do Rio Grande do Sul cancela acordo com empresas israelenses: agora elas querem vir para Santo André e São Bernardo

 

Após pressão dos movimentos sociais e centrais sindicais o governador Tarso Genro cancelou acordos com Elbit System e outras empresas israelenses que queriam se instalar em Porto Alegre. Agora essas empresas querem vir para o ABC. O prefeito Luiz Marinho foi para Israel (território palestino ocupado em 1948) em abril deste ano, e quer a presença dessas empresas na montagem de um pólo da indústria de defesa em SBC. Se aceitarmos essas empresas, além de ajudar o capital israelense na sustentação da ocupação das terras palestinas, vamos ajudar o movimento de desnacionalização da indústria de defesa brasileira. Essa desnacionalização tem ocorrido de maneira acelerada desde 2003, e o capital israelense está tomando conta de parte desse setor estratégico da economia. Hoje os governos (Federal,Estaduais,Municipais) compram armas e equipamentos israelenses, que servem para reprimir as lutas populares dos sem terra, sem teto, sindicatos, quilombolas, indígenas, etc.

 

Boicote, Sanções e Desinvestimento (BDS) contra Israel: um movimento internacional

 

Somos militantes de organizações que fazem parte dessa mobilização internacional pelo boicote econômico, cultural e militar contra Israel. Essa é uma forma de luta já usada contra a África do Sul da época do Apartheid. Cresce no mundo todo essa iniciativa, que levou até mesmo músicos famosos como Roger Waters (fundador do Pink Floyd) a se recusar a tocar em Israel enquanto houver a ocupação da Palestina. Waters já esteve em manifestações contra o muro (“The Wall”) do apartheid, que separa população palestina e israelense. Esse muro tem hoje cerca de 800 km e a Corte Internacional de Justiça condenou Israel, exigindo a derrubada do mesmo. Essa decisão foi em 2004. Israel não cumpriu.

 

NÃO DESCANSAREMOS ENQUANTO NÃO FOR CANCELADO ESSE ACORDO ISRAEL-SANTO ANDRÉ!!!

PALESTINA LIVRE JÁ! PELO FIM DA OCUPAÇÃO ISRAELENSE!!!

 

LIBERDADE AOS PRESOS POLÍTICOS PALESTINOS, QUE ESTÃO NOS CÁRCERES ISRAELENSES POR LUTAREM PELA INDEPENDÊNCIA NACIONAL, POR JUSTIÇA E POR DEMOCRACIA!!!

 

PUNIÇÃO DE ISRAEL PELO GENOCÍDIO PRATICADO CONTRA O POVO PALESTINO!!!

 

ISRAEL DEVE SER LEVADO AO TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL E CONDENADO POR CRIMES CONTRA A HUMANIDADE.

 

COMITÊ DE SOLIDARIEDADE AO POVO PALESTINO DO ABCDMRR – 16 DE DEZEMBRO DE 2014

 

Latuff
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